tenho uma tela em branco
e vou menstruar nela para simbolizar
o aborto
da minha dependência
o filho-confiança que me foi arrancado das entranhas
por duas mãos que nem sequer estavam trêmulas
mas que vestiam luvas desde a concepção
pra evitar o contágio pelo altruísmo e pela dor que isso causa
tenho uma grande tela em branco e
ela se parece com o eu que sou agora
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Os últimos dias
e o velho nó na garganta
está de volta.
esteve quieto por tanto tempo que
eu até esqueci que gosto ele tinha.
não percebi como as coisas acumulam rápido
dentro de mim
por isso não pensei sobre como seria
quando eu me sentisse sobrecarregada
e agora eu me sinto e isso é realmente desanimador.
quando os momentos de alegria não compensam
o resto do tempo que se passa numa desesperadora solidão
e numa profunda tristeza
o que se pode fazer?
isso nunca morre dentro de quem nasce com essa “doença”?
acharia bom se eu fosse um grande poeta.
as teorias são muito ilusórias
as pessoas são muito vazias
a vida tem excesso de falta de sentido
e o velho e confidente nó na garganta
que se desata pelos olhos
está de volta, sem se desatar quando deveria.
está de volta.
esteve quieto por tanto tempo que
eu até esqueci que gosto ele tinha.
não percebi como as coisas acumulam rápido
dentro de mim
por isso não pensei sobre como seria
quando eu me sentisse sobrecarregada
e agora eu me sinto e isso é realmente desanimador.
quando os momentos de alegria não compensam
o resto do tempo que se passa numa desesperadora solidão
e numa profunda tristeza
o que se pode fazer?
isso nunca morre dentro de quem nasce com essa “doença”?
acharia bom se eu fosse um grande poeta.
as teorias são muito ilusórias
as pessoas são muito vazias
a vida tem excesso de falta de sentido
e o velho e confidente nó na garganta
que se desata pelos olhos
está de volta, sem se desatar quando deveria.
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